Relatório sugere que Brasil tem tudo para se tornar líder global em iGaming

A América Latina sempre foi vista com bons olhos pelo mercado mundial de apostas.
Redator:
Guilherme Raia
Publicado em:
16/09/22

A América Latina sempre foi vista com bons olhos pelo mercado mundial de apostas. A paixão da população por esporte, adrenalina e a pitada de emoção e fé que domina os povos latinos forma uma receita perfeita para que aqui seja um dos grandes centros de jogatina do mundo.

Entre os países com mais potencial na região está o Brasil, que aparece em relatório como aquele que tem tudo para se tornar líder no segmento.

Publicado pela SBC News, um portal especializado no mundo do gambling, o estudo de mercado da Delasport aponta o Brasil como o país mais promissor a se tornar líder mundial no mercado de apostas nos próximos anos. Tanto que ele é tratado como um “gigante adormecido prestes a acordar”.

O que falta para despertar?

O Brasil ainda carece de uma legislação mais robusta e abrangente sobre apostas, sejam elas esportivas, lotéricas ou de jogos de cassino.

Atualmente, apostas lotéricas são permitidas e já temos jogos a nível federal (Loterias da Caixa, como Mega-Sena) e outras estaduais – em breve devem sair as municipais.

Já as apostas esportivas são legalizadas, mas não há regulamentação para empresas brasileiras existirem. Ou seja, empresas estrangeiras podem atuar no Brasil, mas casas de apostas não podem “nascer” aqui. Isso desacelera o crescimento do mercado, pois traz uma série de barreiras fiscais e encarece muito a execução do serviço.

Os cassinos ainda seguem sendo debatidos nas casas legislativas e executiva em Brasília. Até o momento, foram liberadas as construções de 31 resorts com cassino espalhados pelos 27 estados da federação. A decisão foi aprovada em fevereiro, mas todo o processo ainda está muito embrionário e deve demorar até que os cassinos comecem a operar.

A ideia é que esses resorts fiquem concentrados em áreas metropolitanas e/ou onde há forte apelo turístico.

E quando o “gigante despertar”?

Se – e quando – a legislação brasileira permitir diferentes tipos de jogos de apostas, o Brasil deverá se tornar o líder mundial no mercado de jogos.

O estudo da Delasport prevê que a expansão do mercado até 2026 faça com que o país fature nada menos do que US$ 2,6 bilhões por ano (em 2021, esse número foi de US$ 2,1 bilhões). Um dos pontos destacados no estudo é o aumento do acesso à internet por aqui.

Em 2020, 151 milhões dos 212 milhões de habitantes possuíam acesso a um smartphone (71,2%), sendo que 96% possuem, pelo menos, um telefone celular. No total, 163 milhões possuem acesso à internet. Com esses números aumentando ainda mais, a expectativa é de que quando tudo for liberado, eles se popularizem de uma forma exponencial.

Como o brasileiro é apaixonado por esporte, principalmente futebol, vôlei, basquete e MMA (sem falar no boom dos e-sports), o mercado de apostas esportivas, que já vem crescendo demais desde 2019, tem tudo para atingir um valor que nunca foi visto em nenhum outro país do mundo.

Escrito por:

Guilherme Raia

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