Liga Portuguesa fecha negócio Milionário

tiago magalhaes
Escritor:
Tiago Magalhães
Publicado em:
13/04/2021
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A máxima competição de futebol em Portugal terá novo patrocinador para a próxima temporada depois do lucrativo acordo assinado entre a Liga Portugal e a empresa Bet.pt, onde Joaquim Oliveira é o acionista maioritário.

A Liga Portuguesa passará assim a ser denominada Liga Bwin, sendo que o encaixe financeiro para a aquisição desses direitos cifrou-se em valores nunca antes vistos no desporto português.

Valores envolvidos ainda por relevar

Apesar de ainda não existir confirmação oficial sobre os valores envolvidos e a duração deste acordo entre a Liga Portugal e a Bet.pt, o jornal “A Bola” avança de forma não-oficial que este contrato deverá ser bastante superior aos 4.8 milhões de euros que a NOS pagou nas temporadas transatas.

Este valor, ao que tudo indica, deverá ainda superiorizar-se, em larga margem, à proposta da Betano de 5.5 milhões de euros, a outra candidata à aquisição de direitos de naming sponsor que viu assim a sua proposta a ser rejeitada devido à concorrência.

Cláusula com outro parceiro poderá causar problemas

Ao que tudo indica, a parceria entre a Liga Portugal e a Betano teve praticamente decidida e com acordo quase fechado, sendo que à última da hora a Liga Portugal recuou, alegando uma cláusula existente atualmente com outro parceiro e que acabaria por quebrar as negociações.

Este “não cumprimento” poderá causar problemas à Liga Portugal já que a Betano terá intenções de recorrer às instâncias jurídicas alegando um “contrato quase certo” entre as duas partes e ter compromissos a salvar para com patrocinadores que adquiriram.

O represente máxima do gabinete de marketing da empresa em Panos Kostantopoulos emitiu através de uma carta enviada aos clubes o seu desagrado por esta quebra nas negaciações entre as duas entidades e teceu duras críticas à liderança da Liga Portugal.

Declarações fortes do representante da Betano

Kostantopoulos salienta que a empresa irá fazer valer os seus direitos, ao mesmo tempo deixando críticas fortes ao organismo do futebol português. “Acreditamos fortemente que, a bem da sua credibilidade e na defesa dos interesses coletivos dos seus membros individuais, se não por outra coisa, a Liga Portugal (sendo a sexta maior liga profissional da Europa) devia estar sempre preocupada em lidar com eventuais patrocínios”.

O executivo afirma ainda que os clubes deverão estar dentro dos seus melhores interesses e encontrar “parceiros que estejam motivados a investir seriamente na competição com a atitude mais profissional, impecável e exemplar possível, expectativas razoáveis que os representantes da Liga Portugal não cumpriram neste caso”.