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As Melhores Odds para a Final do Mundial de Clubes FIFA

patricia barbosa
Escritor:
Patrícia Barbosa
Publicado em:
09/02/2022
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Eis uma excelente ocasião para efetuar os seus cálculos para uma competição muito específica, diferente do habitual, e se habilitar a bons prémios em dinheiro.

A natureza do Mundial de Clubes faz com que as premissas de análise sejam rígidas, mais previsíveis que o habitual. Porém, uma análise cuidadosa da envolvente aos participantes poderá ditar bons ganhos.

Vejamos o que há para saber para apostar em quem será o vencedor do Mundial de Clubes de 2021, a disputar-se agora por razões conhecidas. São quatro os candidatos:

  • Palmeiras (Brasil)
  • Al Ahly (Egito)
  • Chelsea (Inglaterra)
  • Al Hilal (Arábia Saudita)

O que nos diz a História</h2

Nem sempre o senso comum se coaduna com a estatística, mas no caso do Mundial de Clubes existem alguns dados básicos aos quais é impossível fugir.

A Europa e a América do Sul são os continentes onde o futebol é mais desenvolvido,desde o início das competições internacionais nos anos 30. O próprio Mundial de Clubes nasceu da evolução da Taça Intercontinental, que reunia os vencedores das competições europeia e sul-americana de clubes.

Não surpreende que os representantes destes continentes sejam escolhidos como cabeças-de-série e comecem a participar nas meias-finais. Não surpreende também que, dos 34 finalistas das 17 anteriores edições do Mundial, apenas cinco tenham vindo de outras confederações continentais de futebol (a AFC asiática, a CAF africana e a CONCACAF norte-americana).

Estes dados, conjugados com a qualidade global dos campeonatos nacionais e continentais onde jogam os quatro semifinalistas, faz com as probabilidades pendam claramente para os representantes europeu (Chelsea) e sul-americano (Palmeiras). Ainda assim, importa avaliar o trajeto anterior na competição.

Palmeiras

O clube paulista vive um momento de forma histórico, tendo conquistado duas Taças dos Libertadores consecutivas. Todavia, a edição anterior resultou numa desilusão, dada a derrota contra o Tigres (México) na meia-final. Esta foi uma das cinco ocasiões em que uma equipa não europeia ou sul-americana atingiu a final do Mundial de Clubes. Espera-se que a experiência adquirida, tanto pelos jogadores como pelo treinador Abel Ferreira, seja um ponto a favor. Porém, uma equipa bicampeã da Libertadores já saberá certamente lidar com a pressão dos grandes momentos.

Chelsea

A primeira e até agora única participação do Chelsea no Mundial de Clubes aconteceu em 2012, sendo fraco indicador para a atualidade. Apenas um dos participantes na final desse evento (que o Chelsea perdeu para o Corinthians por 1-0) entrou em campo no último jogo dos Blues, contra o Plymouth Argyle (FA Cup, ou Taça de Inglaterra): o lateral César Azpilicueta. Certamente o espanhol quererá agarrar a oportunidade e acrescentar finalmente o Mundial de Clubes ao seu currículo e ao dos Blues.

Al Ahly

O todo-poderoso clube egípcio, considerado como o mais titulado do mundo (de acordo com um estudo de Aaron Flanagan e Toby Ward publicado no jornal inglês Mirror em agosto de 2020), está bem habituado às “andanças” do Mundial de Clubes. O recordista de vitórias (10) na Liga dos Campeões CAF é o segundo clube com mais participações (7) no Mundial de Clubes.

A última participação do Al-Ahly foi precisamente na edição anterior. Os egípcios cederam à eficácia de Lewandowski, que marcou os dois golos que levaram o Bayern à final e “enviaram” o Al Ahly para disputar o terceiro lugar contra… o Palmeiras. Os egípcios venceram no desempate por penáltis.

Al Hilal

O colosso saudita participa pela segunda vez no Mundial de Clubes, depois do terceiro lugar obtido em 2019. À vitória por 1-0 sobre o Espérance de Tunis, seguiu-se uma derrota por 3-1 contra o Flamengo na meia-final. No jogo de atribuição do 3º lugar, o empate a duas bolas no fim do tempo regulamentar contra o Monterrey decidiu-se a favor dos mexicanos nos penáltis.

Qual a forma atual das equipas?

Vejamos, de relance, o estado atual dos quatro candidatos.

Palmeiras

Como habitualmente, a época desportiva no Brasil coincide com o ano civil, ao contrário da Europa em que começa num ano e termina no seguinte.

O Palmeiras encontra-se a disputar o Paulista, o campeonato estadual a que pertence. Só terminados os estaduais, começarão os campeonatos nacionais (com a Série A à cabeça). A equipa poderá acusar alguma falta de ritmo e de entrosamento de novos reforços, numa fase ainda precoce da temporada competitiva. Porém, atualmente lidera o Grupo C do Paulista, com 3 vitórias e 1 empate.

Segundo o ZeroZero.pt, possui o melhor ataque (ex aequo com o Red Bull Bragantino, do Grupo D) e a melhor defesa do Paulistão: 7 golos e 1 golo, respetivamente

Ainda assim, o último jogo antes da partida para os Emirados foi uma vitória algo sofrida por apenas 1-0 contra o modesto Água Santa.

Chelsea

Os campeões europeus encontram-se a 10 pontos da liderança da Premier League (e com mais um jogo que o líder Manchester City). A sua diferença de golos é de +30, com 48 marcados e 18 sofridos; bastante inferior à dos líderes (+41 e +39 para Manchester City e Liverpool, respetivamente, de acordo com o ZeroZero.pt).

Na Liga dos Campeões, o Chelsea qualificou-se confortavelmente no Grupo H, com 4 vitórias, 1 empate e 1 derrota, 13 golos marcados e 4 sofridos. A vitória em casa por 4-0 contra a Juventus impressionou, mas os Blues haviam perdido por 1-0 na deslocação a Turim. O empate a três golos em São Petersburgo “deu” a vitória no grupo à Vecchia Signora.

O Chelsea não parece estar a caminho de uma conquista na Premier League, mas não há dúvida que o técnico Thomas Tuchel tem sabido manter a equipa num nível muito alto – suficiente para ser a favorita à vitória no Mundial.

Atenção, porém, à forma da equipa, que precisou de suar para vencer o Plymouth Argyle do quarto escalão. A presença de vários titulares habituais (Rüdiger, Jorginho, Kovacic, Lukaku, Ziyech) mostrou que os Blues não sofreram devido a “poupanças” como é habitual em jogos deste género. Todavia, de acordo com as estatísticas de jogo da BBC, o Chelsea dominou claramente o jogo:

  • 72% de posse de bola
  • 41 remates (contra 11 do Plymouth)
  • 11 remates à baliza (contra 5 do Plymouth)
  • 20 cantos (contra 5 do Plymouth)

Apesar do “susto” e das dificuldades na concretização, a pujança anímica e física dos Blues não está em causa.

Al Ahly

Com seis vitórias e um empate, o Al Ahly lidera o campeonato egípcio com os mesmos pontos que o Zamalek mas menos um jogo. Com o melhor ataque (19 golos) e a maior diferença de golos (+12), tudo está a correr conforme o previsto.

Mas um importante fator joga contra o Al Ahly no Mundial de Clubes: o facto de ser como que a “espinha dorsal” da seleção egípcia. Nada menos que seis jogadores do clube integraram a campanha do Egito até à derrota na final da CAN, contra o Senegal. Embora o treinador-adjunto Sami Kumsan tenha esclarecido ao Africanews que os jogadores só estariam ausentes na primeira partida, a sobrecarga a que têm sido sujeitos nas últimas semanas far-se-á sentir.

O Al Ahly foi eficiente ao eliminar o Monterrey na segunda eliminatória do Mundial, disputada no passado sábado (dia 5), com as estatísticas a mostrar uma partida equilibrada. De acordo com o ZeroZero.pt, o Monterrey teve mais posse de bola (67%) e o número de remates praticamente equivaleu-se (10 dos egípcios e 12 dos mexicanos). Se os egípcios jogaram assim sem seis influentes peças, como será contra o Palmeiras, já com esses reforços?

Al Hilal

Com Leonardo Jardim são dois os treinadores portugueses nas meias-finais do Mundial de Clubes. O madeirense não tem vivido dias fáceis e, de acordo com o MaisFutebol, esteve muito perto de ser demitido antes de vencer a final da Supertaça contra o Al Faisaly no início de janeiro. Porém, na Liga Saudita está no 4º lugar a 13 pontos da liderança; direção e adeptos esperavam mais. O treinador conta com nomes bem conhecidos em Portugal, como Matheus Pereira, Carrillo, Marega e Vietto.

Mas talvez a equipa saudita esteja num bom momento de forma. Nos últimos 5 jogos a equipa marcou 16 golos e sofreu 6, logrando 4 vitórias e 1 empate. Porém, o último jogo foi contra o frágil anfitrião do Mundial de Clubes, o emiradense Al Jazira.

Que notícias de última hora poderão influenciar os resultados?

Seguramente que a pandemia de Covid-19 será o fator capaz de trazer mais instabilidade à competição. Recorde-se que nas ligas espanhola, francesa, italiana e portuguesa a época 2020-21 trouxe vencedores, de alguma forma, surpreendentes.

As dificuldades de Abel Ferreira contra o Água Santa já compreenderam as ausências do Joaquín Piquerez, lateral esquerdo, e de Gabriel Verón, avançado, com diagnóstico positivo. Entretanto, Piquerez juntou-se à equipa em Abu Dhabi.

No balneário do Chelsea foi o próprio treinador Tuchel a testar positivo na manhã de sábado (dia 5). As disposições sanitárias inglesas determinaram isolamento por 5 dias, impedindo Tuchel de estar presente na meia-final contra o Al-Hilal.

Atenção também ao escalonamento das meias-finais. O facto de o Al Ahly ser adversário do Palmeiras, diminui as possibilidades de sucesso dos brasileiros. Inversamente, o caráter teoricamente mais acessível da equipa saudita aumenta as possibilidades de o Chelsea chegar, pelo menos, à final.

Do lado do Al Ahly, a confiança parece estar em alta. De acordo com o portal brasileiro Terra, o treinador Pitso Motsimane terá declarado a um amigo brasileiro (o ex-jogador Pio Nogueira) que:

  • “sabe bem como o Palmeiras joga”, tendo estudado os processos da equipa paulista em vídeo;
  • “o Palmeiras não gosta da bola” e que o Al Ahly saberá poupar-se e jogar também em contra-ataque;
  • “se os jogadores regressados da CAN estiverem em forma física, terá hipóteses altas de chegar à final”, pois o coletivo estará em melhor forma que a equipa brasileira.

Desconhecido na Europa, o sul-africano Motsimane tem um currículo considerável, destacando-se as duas Ligas dos Campeões de África já conquistadas no Al Ahly. Motsimane foi assistente de Carlos Alberto Parreira quando o célebre técnico brasileiro orientou a seleção da África do Sul entre 2007 e 2010.

Quanto ao Al Hilal, não existem novidades de maior. Esta ausência leva-nos ao famoso ditado: “no news, good news” (se não há notícias, isso são boas notícias). Leonardo Jardim terá a sua equipa na máxima forma contra o Chelsea.

Como apostar na final do Mundial de Clubes?

Quem estiver confiante nos seus prognósticos deverá submeter as suas apostas antes que os resultados das meias-finais sejam conhecidos. As “odds” serão tendencialmente mais altas, pois há mais probabilidades em aberto. Se pretender apostar com mais segurança deverá esperar até se conhecerem os finalistas, analisar os números e as circunstâncias das meias-finais:

  • que jogadores se lesionaram;
  • qual a forma demonstrada pelos reforços do Ah Ahly, caso a equipa ganhe ao Palmeiras;
  • o que dizem os números de posse de bola, remates, cantos, etc., de ambos os jogos;
  • etc.

É possível apostar ao vivo no Mundial de Clubes?

Certamente que sim! Basta consultar os catálogos de apostas ao vivo das melhores casas de apostas nacionais, tanto paras as meias-finais como para a tão ansiada final que se disputa no domingo, dia 12 de fevereiro, às 20h30 (16h30, hora de Lisboa).

Com o conhecimento detalhado de todos os jogadores titulares e atendendo à forma anterior de cada um deles, bem como ao conjunto da equipa, os apostadores poderão submeter as suas apostas logo na primeira parte.

Se a plataforma o permitir, poderão também fazer “cash out” posteriormente, se o prognóstico não se revelar acertado, minimizando perdas.

Espera-se uma final do Mundial bastante emocionante, afinal há um título FIFA em disputa!